Vai ou racha? O drama de Liam Lawson para permanecer na Fórmula 1
Atualizado: 27 de ago.

Em meio a uma das silly seasons mais decepcionantes dos últimos anos da Fórmula 1, o nome de Liam Lawson parece ser um dos mais incertos para a próxima temporada, e não por falta de performance. O neozelandês de 24 anos faz um trabalho forte e consistente pela Racing Bulls, superando em pontos seu companheiro de equipe, o estreante sensação Arvid Lindblad, mas tem a vaga ameaçada por outra estrela em ascensão, enquanto a porta das demais equipes parecem estar fechadas para ele.
Lawson vive algo semelhante ao que Jean-Éric Vergne sofreu em 2014 pela mesma equipe, à época ainda chamada Toro Rosso. O francês venceu o companheiro estreante Daniil Kvyat, mas foi o russo quem recebeu uma vaga na equipe de cima com a saída de Sebastian Vettel para a Ferrari. O caso de Lawson, porém, se diferencia deste por uma simples razão: ele já recebeu não uma, mas duas chances no time de cima.
Na primeira, no início da temporada 2025, decepcionou ao andar no fundo do pelotão com o problemático RB21 e foi substituído por Yuki Tsunoda após apenas duas provas disputadas. O japonês também não surpreendeu e foi dispensado ao fim daquele ano, dando lugar a Isack Hadjar, que conseguiu resultados sólidos até aqui em 2026.
Foi justamente pela indisponibilidade de Hadjar, em decorrência de uma lesão, que veio a segunda chance de Lawson pela Red Bull. Dessa vez, tendo em mãos um conjunto mais estável, embora longe das primeiras posições, o piloto no 30 fez um trabalho sólido e trouxe para casa um sétimo lugar no GP da Hungria. A ausência do dono original da vaga não foi sentida, mas seu substituto não conseguiu algo arrebatador que justificasse permanecer no lugar do francês.
É inegável que, nesta temporada, Lawson se tornou um dos pilotos mais constantes e regulares do meio de pelotão, mas o interesse gerado em torno de si não cresceu como seria de se esperar, justamente por já ter tido sua grande oportunidade na categoria e não ter brilhado. Ninguém acha que o neozelandês é fraco a ponto de merecer ser mandado embora, mas nenhuma equipe — pequena, média ou grande — faria mudanças drásticas ou grandes esforços em sua lógica estrutural para incorporá-lo. Neste momento, a única vaga que parece se desenhar para ele é justamente a que já ocupa na Racing Bulls.
Porém, o nome que cresce na corrida pelo assento do time B da Red Bull é o de Nikola Tsolov. O búlgaro de 19 anos lidera o Campeonato de Fórmula 2, com seis vitórias conquistadas em 2026, e vem de um vice na Fórmula 3 no ano passado. Rumores do paddock indicam que é questão de tempo até o jovem ser anunciado na Fórmula 1 pela Racing Bulls, e tudo indica que seu companheiro será Lindblad. A esperança mais significativa de Lawson era uma especulada saída de Max Verstappen do time, que poderia lhe dar sobrevida no grupo Red Bull, mas o tetracampeão renovou com a Red Bull na semana da etapa húngara e pôs fim aos rumores.
Além das vagas em aberto na Racing Bulls, neste momento, os únicos espaços em branco do grid de 2027 são o segundo assento da RBR, que deve continuar pertencendo a Hadjar; o da Aston Martin, que depende da decisão de Fernando Alonso quanto à sua permanência; e os da Haas e da Alpine, que também parecem muito bem encaminhados a outros pilotos.
Portanto, apesar de sua boa performance neste ano, o futuro de Lawson parece estar cada vez mais distante da F1, ao menos no posto de titular. Mas, como já vimos no passado com Sergio Pérez (graças à própria Red Bull), uma grande performance pode mudar o cenário do mercado rapidamente, e contrato assinado nunca foi uma garantia de vaga 100% confirmada no mundo do automobilismo.




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