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Um breve nado na história das águas paralímpicas

Vitor Bahia
10 de set. de 2024
2 min de leitura
Foto: Mackenzie
Foto: Mackenzie

A história da natação nas Paralimpíadas percorre o tecido histórico tanto quanto a própria competição. A modalidade surgiu em 1960, na primeira edição do campeonato, em Roma. É possível vislumbrar a importância dela só com isso... se tivesse parado por aí.


O esporte, que era exclusivo para pessoas com lesões medulares, nos Jogos Paralímpicos de 1976 teve suas categorias ampliadas, com a intenção de incluir atletas com variados tipos de deficiências, como amputações, paralisia cerebral e deficiência visual. Foi também nessa edição que as mulheres chegaram em peso para o esporte.


A flecha de fogo atirada na abertura das Olimpíadas de 92 em Barcelona incendiou o coração de inúmeros atletas de todas as modalidades e esportes. Trischa Zorn foi uma dessas atletas, a lendária nadadora americana que tinha deficiência visual conquistou 55 medalhas paralímpicas, sendo 41 de ouro. Ela é o maior expoente da história da modalidade, também responsável por fazê-la alcançar espaços e trazer holofotes inimagináveis.


Daniel Dias é o atleta brasileiro com mais medalhas paralímpicas no esporte. São 27 medalhas no total, sendo 15 de ouro. Daniel é o terceiro maior medalhista da história da natação paralímpica, e também foi eleito Melhor Atleta Masculino dos Jogos Paralímpicos de 2008 em Pequim e 2012 em Londres. É uma potência brasileira que orgulha e inspira seus contemporâneos e os que virão depois.


Em 1996, nos Jogos Paralímpicos de Atlanta, os atletas com deficiência intelectual foram pela primeira vez representados. A competição, edição após edição, inclui mais e mais deficiências. Em 2012, a competição passou a ser transmitida globalmente, trazendo grande exposição midiática e mais holofotes, elevando totalmente o perfil do esporte.


A inclusão que o esporte proporciona, junto com a sua inovação e capacidade de furar bolhas, são suas principais marcas. Histórias lindas foram e serão contadas, pois ainda há muitas águas para serem nadadas e muitos pódios a serem erguidos, muitas medalhas beijadas e eternos louros a serem vividos.

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