Show da paracanoagem brasileira em Paris

Ainda faltam seis meses para o próximo Carnaval, mas uma famosa marchinha carnavalesca pode ser facilmente lembrada quando se assiste provas de paracanoagem: "Se a canoa não virar, olê olê olá...”. Nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, a canoa não virou. Nem perto disso, na verdade. As canoas... ou melhor, os canoístas brasileiros seguiram firmes e trouxeram quatro medalhas.
A paracanogem é realizada em canoas ou em caiaques, que são agrupados em diversas classes. A classificação é dividida em duas partes, médica e técnica. Na parte médica, o atleta é avaliado quanto à funcionalidade de tronco e de membros inferiores em função da embarcação que competirá. Na parte técnica, se avalia o movimento da remada. Todas as provas têm distância de 200m.
Metade das medalhas brasileiras na paracanoagem vieram na mesma prova. Fernando Rufino e Igor Tofalini fizeram história com uma incrível dobradinha na classe VL2. Os dois canoístas brasileiros fizeram um bom ciclo olímpico e chegaram em Paris como favoritos ao pódio. Natural do Mato Grosso do Sul, Fernando Rufino dominou a final olímpica do início ao fim e trouxe o ouro pro brasil. Igor Tofolini, do Paraná, travou grande disputa com o estadunidense Blake Haxton, e conseguiu a medalha de prata.
Um dia antes, já tinham sido dois lugares verde e amarelo nos pódios da paracanoagem. Começando na modalidade caiaque KL1, o piauiense Luís Carlos Cardoso faturou a medalha de prata, ficando atrás apenas do húngaro Peter Kiss. Luís já tinha uma medalha de prata na mesma prova, conquistada na Paralimpíada de Tóquio.
Na classe KL3, o paranaense Miqueias Rodrigues conseguiu uma medalha de bronze. O argelino Brahim Guendouz ficou com o ouro, e o australiano Dylan Littlehales, com a prata. Nessa prova, não faltou emoção - Miqueias travou grande disputa com Antonio Valle Gallardo, da Espanha. O brasileiro fez a prova em 40.75s, enquanto o espanhol fez a prova em 40.76s.
Fernando Rufino, campeão olímpico na classe VL2, disputou também a classe KL2, e ficou na 6ª colocação.
As mulheres brasileiras também fizeram boas participações, porém não chegaram ao pódio. Débora Benevides e Mari Santilli ficaram, respectivamente, na 5ª e 6ª colocação na classe VL3.
O saldo na paracanoagem, assim como na maioria das modalidades, foi muito positivo. Quatro medalhas, que coroam quatro anos de muito esforço e um projeto bem sucedido. 200 metros viram pouca coisa para quem encara a vida com a resiliência de um maratonista.




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