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Na minha casa mando eu: A primeira semana da seleção feminina na VNL

Foto do escritor: Natália Lemos
Natália Lemos
11 de jun.
4 min de leitura

Em Brasília, seleção feminina de vôlei estreia na VNL com 100% de aproveitamento, finalizando a primeira semana no topo da tabela.


SFV em Brasília | Foto: CBV
SFV em Brasília | Foto: CBV

Indo para sua 8ª participação na Liga das Nações, a seleção feminina de vôlei fez sua primeira semana de jogos em Brasília e aproveitou muito bem o mando de quadra, vencendo todas as quatro partidas disputadas. Os confrontos tiveram um gosto especial graças ao apoio da torcida brasileira: aproximadamente 40 mil pessoas passaram pelo Ginásio Nilson Nelson, com lotação máxima em todos os jogos, sendo um grande combustível para as meninas. Mas, antes de tudo, a preparação...


Como chega o Brasil?


Desde sua estreia na competição, em 2018, a seleção já passou por três finais, sendo elas em 2019, 2021 e 2022, mas em todas saiu com o vice-campeonato e ainda segue em busca do seu primeiro título.


As convocadas: 


O técnico Zé Roberto convocou 30 atletas para serem inscritas, por protocolo da competição, porém, na prática, somente 18 delas foram selecionadas para treinarem em Saquarema e 14 são selecionadas por jogo. Dentre os nomes mais conhecidos temos Roberta e Macris (levantadoras), Kisy e Tainara (opostas), Gabi, Julia Bergmann e Ana Cristina (ponteiras), Julia Kudiess, Diana, Lorena e Luzia (centrais), Marcelle, Natinha e Nyeme (líberos), Rosamaria e Helena (opostas).


Dentre as últimas posições citadas, podemos destacar Natinha, atual campeã da Superliga pelo Praia Clube, que volta à seleção depois de pedir dispensa por motivos pessoais. Além dela, sua parceira de posição, Nyeme, também retorna após o período afastada devido ao nascimento da sua filha Antonella, que está acompanhando todos os treinos e jogos da mamãe na primeira semana.


No ataque, a atenção é voltada para a ponteira Ana Cristina que, após uma lesão sofrida no joelho na edição do ano passado da Liga das Nações, retornou à seleção para ajudar sua equipe.


SFV em quadra | Foto: CBV
SFV em quadra | Foto: CBV

Ausências e lesões


Mesmo com a volta de Ana Cristina, existe uma certa cautela com a atleta por conta do grande tempo fora das quadras. Por essas questões, Zé Roberto ainda controla seu tempo de jogo, fazendo-a entrar no ritmo durante os jogos. 


A má notícia é que a camisa 10 e capitã Gabi está sendo uma baixa nos primeiros jogos. Após um choque com sua companheira do Conegliano, em março, a atleta sofreu uma lesão na costela e, por ter sido uma situação delicada, seguiu de fora das partidas iniciais, sendo poupada para voltar em um ritmo mais controlado.


Além disso, mesmo entregando ótimos desempenhos nas quatro partidas, a seleção não contará com Nyeme nas etapas que ocorrerão no exterior. Em comum acordo com a comissão, a líbero pediu para ficar no Brasil devido à filha, por ainda ser muito cedo deixá-las afastadas e da necessidade de amamentação. Com isso, não a teremos nem na Turquia, nem no Japão, mas em caso de classificação para as fases finais na China, Nyeme poderá comparecer.


Gabi e Nyeme | Foto: CBV
Gabi e Nyeme | Foto: CBV

Os confrontos


Nos dois primeiros jogos, enfrentou a Holanda e a República Dominicana. Em ambos deixou um set escapar, mas no fim o placar foi favorável, por 3 x 1, aproveitando o cenário para testar novas formações. Logo em seguida, o jogo mais tranquilo dentre os quatro, um 3 a 0 contra a Bulgária.


No quarto e último confronto em Brasília, o que vem sendo o mais esperado entre os fãs de vôlei durante os últimos anos, Brasil x Itália. A Itália que foi para esse jogo com uma invencibilidade de 38 jogos, sendo a última derrota justamente para a seleção brasileira, em 2024. Porém, tudo tem um começo, um meio e um fim.


Mesmo diante um time italiano alternativo e abrindo 2 sets a 0 à frente delas, a tendência era do jogo ser levado ao tie break, e dito e certo. A diferença foi que, para além do coletivo e do gosto amargo dos últimos confrontos contra elas, as performances individuais das atletas brasileiras foram essenciais para a vitória.


Julia Kudiess, atual melhor bloqueadora da competição e do mundo, junto à Diana, também central, foram determinantes com seus bloqueios e saques para manter a seleção viva no jogo. Além de que, nesta edição a dupla conseguiu alcançar a marca de 100 bloqueios desde suas estreias.


Ana Cristina com 22 pontos e Julia Bergmann com 18, foram as maiores pontuadoras do Brasil na partida e seguem fazendo a diferença nos jogos. Bergmann que, de toda a competição, é a sexta maior pontuadora (70), sendo a melhor no Brasil. 


Fim de jogo, Brasil 3 x 2 Itália. Os placares dos sets foram 25 - 15, 25 - 22, 22 - 25, 24 - 26 e 15 - 12.


Ana Cristina, Diana, Julia Kudiess, Julia Bergmann e Tainara | Foto: CBV
Ana Cristina, Diana, Julia Kudiess, Julia Bergmann e Tainara | Foto: CBV

Expectativas


O desempenho da primeira semana e, principalmente, a vitória sob a Itália empolgou e muito as meninas e os brasileiros. Por mais que existiram alguns erros nos jogos, nada tão preocupante que não possa ser consertado para as próximas fases. Agora é ter muito foco e concentração para ir em busca dessa medalha inédita que vem batendo na trave durante tanto tempo.


A seleção feminina volta à quadra no dia 17 de junho às 10 horas, contra a França, em Istambul, para tentar seguir no topo da tabela.


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