Freeze

Um estilo de dança urbana que se originou em 1970 nos Estados Unidos, a partir das raízes do hip-hop, tomou presença nas block parties (festas de quarteirão) do bairro do Bronx, em Nova York. Com a presença obrigatória do DJ ou do MC, ele impressiona por seus movimentos acrobáticos e estilísticos, popularizando o estilo da comunidade hip-hop a partir de 1990, nas primeiras competições internacionais realizadas. Com o seu sucesso na estreia nos Jogos Olímpicos da Juventude em Buenos Aires, 2018, foi escolhido para fazer parte do programa de esportes Olímpicos de Paris 2024.
Avaliado por cinco juízes, eles pontuam as apresentações das batalhas solo com base na criatividade, personalidade, técnica, variedade, performance e musicalidade dos participantes. Tendo acontecido nos dias 09 e 10 de agosto, o Breaking contou com 16 B-girls no primeiro dia e 16 B-boys no segundo, utilizando uma combinação de movimentos (como os citados nos títulos) para se adaptar ao ritmo decidido pelos DJs.
Downrock


Três competições carimbaram a entrada dos dançarinos nessas Olimpíadas - o Campeonato Mundial de 2023, os Jogos continentais (classificatória continental) e a série de classificatórios olímpicos (SCO). Desses, 32 atletas levaram a melhor. As estrelas do Break são da Lituânia, França, Estados Unidos, Austrália, França, China, Portugal, Países Baixos, Japão, Itália, Marrocos, Ucrânia, Canadá, República da Coréia, Cazaquistão e Taipé Chinesa. A seguir, os pódios femininos e masculinos:
B-Girls: 🥇 Ami Yuasa - Japão; 🥈 Dominika Banevič - Lituânia; 🥉 Liu Qingyi (671) - República Popular da China.
B-Boys: 🥇 Phil Wizard - Canadá; 🥈 Dany Dann - França; 🥉 Victor Montalvo - Estados Unidos da América.
Toprock


Esses foram os medalhistas de ouro desta edição, representantes dos seus países, mas também das suas histórias com esse esporte, expressando beleza e alto desempenho na modalidade, conquistando competições ao longo dos anos e enfrentando altos e baixos.
Ami Yuasa conheceu a música hip-hop aos seis anos graças à sua irmã mais velha, e desde então começou a amar o breaking, estourando no esporte em 2016, quando venceu com sua irmã Ayu uma competição em duplas. Daí pra frente, conquistou a BC One World em 2018, o WDSF World Breaking Championships em 2019 e 2022, e venceu novamente a BC One World em 2023. Contudo, apesar de várias matérias sobre o primeiro lugar em Paris, fica a reflexão sobre a não divulgação em vídeo ou talvez não gravação da competição feminina nos meios de comunicação, ao contrário do ocorrido no masculino.
Já Philip Kim, aos 13 anos viu numa rua do centro de Vancouver, no sul do Canadá, sua primeira apresentação do Breaking, e foi amor à primeira vista. Correndo para casa e pesquisando sobre no YouTube, assistiu a Final Mundial do Red Bull BC One 2009, entre Lilou e Cloud, e começou assim seu caminho para tornar-se B-Boy. Segundo Phil Wizard, “durante os primeiros 11 anos, duvidei diariamente se poderia dançar em tempo integral”, mas ele vem conseguindo essa realidade. Garantiu a vitória na primeira edição do breaking nos Jogos Pan-Americanos, em Santiago 2023, e nos Campeonatos Mundiais conquistou o ouro em 2022 e pratas em 2021 e 2023.
Power moves

O Brasil não esteve entre os que tentaram a vaga para ficar nos 16 nomes do ranking mundial, mas foi representado mesmo assim. No lado das mulheres, estavam Drika, Toquinha, Nathalia, Pekena, Mini Japa, Karolzinha, Maia e Itsa, e entre os homens, estavam Kapu, Dinho, Rato, Flash, Luan San, Bart, Kley e Ratin.
Mas não esquente a cabeça e confie - entre alguns dos desempenhos em outros campeonatos está Samuel Henrique (Samuka), que se consagrou como campeão do Fujifilm Instax Undisputed, em Tóquio, no Japão, e fez participação especial em Paris, junto de uma companhia que apresentou a abertura dos jogos Olímpicos.
O dançarino e curador do Red Bull Dance Your Style, Pedro Brum, relata o motivo dos dançarinos brasileiros serem únicos: “quando esses estilos chegam aqui, na nossa riqueza de diversidade, eles se mesclam com a nossa cultura popular local e viram algo novo e ainda mais potente que só o Brasil pode proporcionar”. Somos potência, e aproveitando esse fim de olimpíadas com espírito de esperança para outras oportunidades, aperte aqui e já acesse uma playlist enorme de músicas do breaking. Vale a experiência e aumento do foco!
Termos dos títulos e subtítulos
Freeze: Movimento em que o dançarino interrompe todos os movimentos por alguns segundos em uma pose que exige equilíbrio. Normalmente utilizado para marcar batidas fortes ou para sinalizar o fim de um set;
Downrock: Também denominado de footwork ou floorwork, são os movimentos feitos no chão com o apoio das mãos ou pés do dançarino;
Toprock (baile dos pés): É quando, a partir de uma posição do pé, inicia-se uma sequência de passos. Geralmente é a primeira e principal exibição de estilo de abertura, sendo possível fazer transição entre outros aspectos do break. Além disso, ele pode se alterar a partir dos passos de quem dança, expressando por exemplo, ser mais agressivo ou calmo;
Power Moves (movimentos de poder): Movimentos acrobáticos que normalmente contém grande impulso e exigem força, além de serem de difícil execução.




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