Brasil com S, S de Senna
Atualizado: 13 de abr.

Há 30 anos, o Brasil se encontrou em luto. Luto pelo herói que se foi cedo demais. A qualquer um em que se pergunte sobre quem foi Ayrton Senna, só existe uma resposta: ídolo.
Desde o seu início no Kart, já tinha uma determinação e paixão pelo esporte que transcendiam a expectativa de qualquer um. Montava e desmontava seus karts para entender como funcionavam, estudava e se adaptava a qualquer carro e a qualquer circunstância, tinha talento e, mais do que isso, tinha vontade. Vontade de chegar onde chegou, dominar as pistas e dar orgulho para seu país dentro e fora dos circuitos.
Ayrton Senna da Silva tirou o “Silva” e se estabeleceu como Senna para o mundo. Mas, para nós, ele tem outro sobrenome: Ayrton Senna do Brasil.
Não é comum ter o poder de evocar inspiração mesmo depois da morte, mas Ayrton continua motivando um país inteiro que o recorda com amor e afeto. A imortalidade está nas menores coisas, nas histórias contadas por nossos avós, nas contínuas frases de “na época de Senna era melhor” a cada domingo de corrida, nas entrevistas tão atuais feitas há anos atrás. O legado é enorme e vai continuar até quando houver um fã de automobilismo para contar sua história.
Ser um ídolo é muito mais do que ser talentoso. Senna estará sempre nas pistas conquistando seus três campeonatos mundiais, fazendo suas 75 pole positions, subindo no lugar mais alto do pódio 41 vezes, fazendo suas ultrapassagens em Mônaco, canalizando seu “jeitinho” de pilotar em cada curva. E Ayrton, ou Beco, como a família o chamava, vai estar sempre nos corações dos fãs, passando de uma geração para a outra por seu carisma, humildade e princípios fora das pistas.
Suas raízes se mostravam com o piloto acenando com a bandeira do Brasil, chamando um país inteiro com ele para mais uma vitória, mais uma vez mostrando sua força e coragem para um povo que tanto precisava de esperança, e Senna era a luz. Grande defensor do modo de vida brasileiro, se dedicava até o último dia de verão com sua equipe e voltava ao Brasil sempre que possível para renovar suas energias.
Sua paixão transbordava no volante, levando sua cultura, suas crenças, modéstia e carinho para todos os circuitos, construindo um caminho de dedicação e amor que segue até hoje para quem o viu correndo, quem só ouviu histórias aos domingos, ou quem ficou com curiosidade de saber quem ele foi depois de um almoço de família. Para quem se apaixonou pelo automobilismo com suas gravações, e para qualquer um que conhece Ayrton Senna do Brasil.
Falar de Senna é falar de sentimento, é sentir orgulho, é ficar feliz por ser brasileiro ao lembrar dele. É ter a certeza de que a história foi feita, e de forma tão bonita que, aos 30 anos de sua ausência física, arquibancadas ficam em silêncio, apenas com os sussurros de choros emotivos e do motor de sua McLaren MP4/4 ao vê-la sendo pilotada em sua casa, na chuva, do jeito que ele gostava.
Ayrton Senna vive. Ayrton Senna é o Brasil.
Senna sempre.





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