“Ser Bahiana é um vício, é muito mais que amor”

Atualizado: 13 de abr.
“Ser Bahiana é um vício, é muito mais que amor”.
Se o Intermed é um show de algo, é um show de amor. Da dedicação, da garra, da vontade e da coragem que só quem ama tem. É um show de amor do atleta pelo esporte, do torcedor pela atlética, e da atlética pelo Intermed. É o amor que lota arquibancadas, colore aberturas, e canta mil hinos em cada medalha pendurada no pescoço.
De amor, a Bahiana entende. Entende, e entende muito. Entende de rechear as quadras de verde e branco, de tornar a arquibancada um show à parte, e fazer das quadras uma pintura. De cantar, gritar, e moldar amor em forma de criatividade para dizer a cada serpentinha lutando pela estrela que a mamãe serpente está ali.
Para lembrar às Natacondas que as águas que elas dominaram com o ouro sempre foram delas. Para contar às serpentinhas do basquete feminino que o domínio delas na quadra é único e intransferível. Para mostrar às serpentes do vôlei feminino que cada um vestido de verde na arquibancada testemunhou com brilho e lágrimas nos olhos a trajetória invicta que elas traçaram.
Para dizer às serpentinhas do handebol feminino que a mamãe serpente passou o veneno, e fez o título de presa. Para falar aos serpentinhos do futsal masculino que se a AABB grita Mickey, o Intermed é a Disney pintada de verde. Para mostrar aos tenistas que cobra sabe mais que rastejar, e leva a bola voando até o ouro. E para cantar à bateria que frenética o suficiente para tocar a vitória, só a Serpente.
Toda atlética que vai ao Intermed, e todo atleta que vive um Intermed, é recheado de amor. Mas são muitos. Muitos times. Muitos atletas. Muitos sonhos. E só um campeão. O amor ganha campeonato, e de jeitos lindos e emocionantes. Mas, para se consagrar, para ser o maior, o melhor e o único, é preciso muito mais que amor.
É preciso do vício. Do vício tão grande em sonhar, que seis times chegam à final. Do vício tão imenso em lutar, que na sexta feira o resultado chega. E do vício tão inesgotável em conseguir, que por seis e infinitas futuras vezes, o Intermed terminou ali.




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