Paz Imperial

O JUD é diferente. Três letras que podem até ocultar o nome de um evento, mas não escondem a dedicação, o amor e o sentimento de pertencimento que transbordam desta breve sigla.
JUD também é guerra. Seja dentro ou fora da quadra, balançando a rede adversária ou entoando o cântico da sua atlética mais alto do que a outra torcida, o espírito esportivo prevalece como uma cláusula pétrea na constituição do campeonato, uma verdadeira sede de justiça vinda direto do tribunal das quadras.
Império nenhum vai despreparado para a batalha. Em uma mistura de gritos de guerra e união, a Aduc mostrou que a prata é simples demais para quem reina nas quadras, nas piscinas e, principalmente, na arquibancada. Um espetáculo que gera arrependimento aos que largaram o esporte. Arrependimento de não poder sentir na pele o que é viver o esporte como a Aduc. Um espetáculo digno da realeza.
Afinal, valeu cada lágrima, suor e saliva. Cada grito de Sardinha no ouvido de Lícia, cada gol de Farias e a dobradinha Handebol, cada cesta marcada por Gabriel, cada braçada de Sílvia. Nomes e momentos marcantes não faltam, mas nem isso é capaz de traduzir a totalidade do Pombo Imperial nesse JUD.
Pela primeira vez, o pombo voou alto, bem alto, onde o azul e amarelo unem-se para além da plumagem de seu uniforme. Para o topo, para o céu. Um lugar conquistado por direito, um troféu erguido por raça, paixão e união, sempre em grupo. Se o JUD é uma guerra, a pomba da paz, que é tão da paz quanto da folia, da dedicação e do espírito esportivo, surge para cessar, temporariamente, esse conflito.




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