O que será do Joga Bonito?


França. Holanda. Alemanha. Bélgica. Croácia. E agora, Noruega. É… A coisa tá feia para a Seleção em Copas do Mundo. A maior camisa do futebol mundial, reconhecida em qualquer lugar do planeta, nunca ficou tanto tempo sem vencer. Nesse meio tempo, a geração que surgiu teve bastante talento, com nomes como Marcelo - o melhor lateral que eu vi jogar, Casemiro - o segundo melhor volante que eu vi jogar, no mínimo, Thiago Silva - um dos melhores zagueiros que eu vi, e claro, Neymar, um dos maiores talentos que esse país já produziu. Mesmo rodeados por outros grandes jogadores, como Alisson, Marquinhos, Coutinho, Firmino, dentre outros, a geração, entre 2018 e 2026, sucumbiu para as melhores gerações da história de Bélgica, Croácia e Noruega, que não seriam nem perto da 5ª melhor safra brasileira.
Agora é hora de fazer valer meu emprego como jornalista esportivo e apontar os culpados do fracasso da Seleção. Sim, a eliminação para a Noruega tá na conta do Ancelotti. Entendo a estratégia de ter menos a bola, dando menos campo para Haaland, apesar de discordar. Mas jogar de forma reativa exige uma marcação combativa, ao invés de uma que assiste a Noruega trocar passes. O panorama somado às trocas ruins, que tiraram a pouca pressão da marcação brasileira, deu o espaço necessário para a derrota. Empurrar a Noruega para trás, se portando como Brasil e investindo no frágil lado direito do adversário, com seu melhor jogador, daria outro tom ao jogo, até pela pressão alta ter sido o que o Brasil fez de melhor. Tudo isso é sim verdadeiro, mas o buraco, que vai chegar a 28 anos de duração, é bem mais embaixo.
O brasileiro não sabe viver processos, tanto dentro quanto fora das quatro linhas. A gente quer resultado e vencer, nada além disso. Claro que todo mundo quer erguer um troféu ou conquistar qualquer coisa que seja, mas o processo para isso é muito longo, mais do que era há 24 anos atrás. O jejum passa pela limitação dos nossos treinadores, de uma escola obsoleta que, mesmo tomando 7 da Alemanha dentro de casa, não parece ter superado o “Catenaccio” que superou o belo time brasileiro em 1982. Mas até essa falta de repertório tem motivo, afinal, se um treinador perde 2 jogos seguidos ele é demitido, justamente pela falta de se viver processos. A falta de identidade afeta na formação dos nossos jogadores, com armadores, que o Brasil já mostrou que consegue sim produzir, caindo para as pontas, que também são vendidos com mais facilidade. Enfim, a bola de neve não para de crescer e descer a ladeira. Mas a pergunta que fia é: O que será do Joga Bonito?




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