Fica (novamente) para uma próxima...

Atualizado: 27 de ago.

Nos dias 26/07 e 02/08 conhecemos os campeões, respectivamente, das categorias feminina e masculina da Liga das Nações de Vôlei do ano de 2026, e o resultado, infelizmente, não trouxe novidades.
Das últimas sete edições da categoria feminina da competição, a seleção brasileira esteve presente em 5 finais, tendo, nesta última, batido as campeãs da edição anterior, o que definitivamente são aspectos louváveis e que merecem todo o reconhecimento da comunidade esportiva, no entanto não há como mascarar o certo sabor amargo que ficou na boca de todos os que viram, e principalmente para quem estava presente na disputa.
Apesar de importantes desfalques, a equipe nacional apresentou evoluções individuais, como a visível melhora da ponteira Julia Bergmann, muito criticada nos últimos ciclos, mas que indiscutivelmente apresentou sua melhor forma na seleção até aqui, e também importante salientar o protagonismo que a oposta (e ponteira) Ana Cristina assumiu, o elenco brasileiro pecou em diversos detalhes, fator que pesou consideravelmente contra a excelente performance defensiva da equipe turca.
Entretanto, em meio a importantíssimos desfalques e méritos defensivos da equipe adversária, é impossível não tratar da performance histórica da oposta Melissa Vargas, que parecia voar dentro de quadra, que cravou 33 pontos na final e foi consagrada pela segunda vez como MVP da competição.

Uma semana depois, tivemos a última disputa da categoria masculina, que sagrou a Polônia como tricampeã (sendo seu segundo título seguido), mas nessa sequer vimos o uniforme verde e amarelo em quadra.
A equipe masculina passa por um período de transição crucial entre a saída de jogadores de muita experiência e a chegada de novos talentos. Contudo, apesar dos momentos pontuais de muito brilho dessa nova forma que demonstrou o grande potencial que o elenco tem, a equipe falhou em manter uma boa consistência e desmoronou nas partidas que mais precisavam mostrar sua força, e foi eliminado da forma mais prematura de sua história na VNL, nem mesmo se classificando para a fase eliminatória.
Um momento marcante foi o desabafo do lendário técnico Bernardo Rezende (Bernardinho) em entrevista ao Ge, após a vitória na primeira partida da liga contra o Irã, onde o treinador apontou a ausência de tempo de quadra de alguns atletas, que por vezes pertencem a alguns clubes de fora do país, mas que pouco aparecem nas partidas, como sendo o principal fator para as oscilações das performances da seleção brasileira.
Mesmo que o resultado tenha sido profundamente decepcionante, Bernardinho claramente tem em vista a importância de experimentar, principalmente, os jovens atletas, para que eles se desenvolvam e criem a confiança que precisam para levar sua nação ao topo do mundo novamente.



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