A soberania da SFV no vôlei sul-americano


Nos ciclos mais recentes, a Seleção Feminina de Vôlei tem conquistado resultados constantemente positivos e, com frequência, marca um lugar no pódio em diversas competições. Mesmo que, na maioria dos casos, a equipe fique limitada às medalhas de prata ou bronze, seu impacto no cenário atual do vôlei mundial é inegável.
Reduzindo à perspectiva sul-americana, principalmente após a 36a edição do Campeonato Sul-americano, que ocorreu entre os dias 8 e 13 de setembro, a hegemonia brasileira no voleibol continental se fez presente mais uma vez. Das 36 edições do torneio, a seleção brasileira esteve presente em 35, nunca saindo sem medalha. Ao todo, são 24 ouros para o nosso país, e, nesse domingo, foi conquistado o 16º consecutivo.
Nesses 5 dias de torneio, todas as seleções participantes jogaram todos os dias. Apesar do polêmico set entre Brasil e Colômbia, que terminou em 36x34 para o Brasil, a Seleção não chegou a perder um set sequer. Durante todas as cinco partidas, a seleção brasileira soube dominar e mostrar a competitividade que já conhecemos, vencendo, assim, todos os sets do torneio.
Desde a estreia contra a Venezuela, principalmente por jogando em casa, a equipe brasileira conseguiu demonstrar exatamente o porquê do seu favoritismo fazer tanto sentido. Além da clara expectiva em cima da SFV, a maneira como o time se comportou, buscando sempre estar à frente no placar, serviu como um lembrete de como podemos confiar nessas jogadoras.

Apesar de desfalques, como Júlia Kudiess, contundida desde a VNL, Macris, pela gravidez, e Rosamaria, que sofreu uma lesão no joelho durante a competição, o coletivo da seleção seguiu se comportando exatamente como era esperado. Foi visível a colaboração e o entrosamento entre as jogadoras, e não foi à toa a conquista do primeiro ouro do atual ciclo olímpico.
Falando em Olimpíadas, vale destacar que o Campeonato Sul-americano agora passa a servir como uma das etapas classificatórias para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, que acontecerá em 2028. Dessa maneira, o Brasil se tornou o primeiro país da América do Sul a garantir sua vaga para a competição mais prestigiada no cenário esportivo internacional. Além disso, recebemos mais uma vez a confirmação de que, após as Olimpíadas de 2028, estaremos dando adeus a Zé Roberto Guimarães no comando técnico da seleção. No entanto, ainda temos mais dois anos para aproveitar o trabalho do treinador, então nos resta esperar pela próxima temporada de seleções para continuarmos acompanhando o desenrolar de seu último ciclo.



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