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Time limitado em meio a um deserto de ideias

Foto do escritor: Natália Lemos
Natália Lemos
3 de set.
2 min de leitura
Foto: Márcio José/AGIF
Foto: Márcio José/AGIF

É mais do que justo viver o êxtase de uma vitória, seja ela no campeonato ou em um mata-mata. Acontece que esses momentos na maioria das vezes maquiam erros que, se não consertados logo, uma hora ou outra estouram. As últimas derrotas do Vitória são reflexo de um time que joga fora de casa sabendo que não irá vencer, de um pós-Copa repleto de comodismo e de estilos de jogo tão maçantes que se tornaram fáceis de anular. Jogar a responsabilidade para sua torcida toda vez que complicar uma hora ou outra não iria dar certo, e dessa vez custou uma eliminação mais que merecida. 


O time não foi eliminado na quarta-feira (2), e sim no momento que, mesmo com um a mais, conseguiu ser muito pior que o adversário. Em São Januário, a estratégia era muito clara, Jair Ventura montou seu time para resistir, o que torna a situação ainda mais preocupante, pois em nenhum momento pensou-se em um cenário do acaso, como um plano B. Ficar com a bola, tocando de um lado pro outro, sem criar chances, não é sinônimo de controle de jogo, ainda mais se for um time que possui baixo investimento e peças limitadas, que precisam ser efetivos nas poucas oportunidades que tem.   


Óbvio que o debate sobre os desfalques precisa ser colocado em pauta, mas quando possuía todos à disposição, também existiram desempenhos abaixo, no limite. Um time que quer permanecer na série A e lutar por coisas maiores precisa ter coragem para vencer jogos fora. Um time de série A, seja com reserva, misto ou titular, não pode sofrer, da maneira que foi, contra times de divisões inferiores para ser campeão. 


Não é justo uma torcida, que está sempre presente, ver seu time - recebendo salário com 1 mês de antecedência, viagens de vôo fretado e bichos de premiação - com uma postura tão apática e sem coragem dentro de campo. 


Nas vitórias convincentes, com bons desempenhos coletivos e individuais, a torcida sempre elogiou, agora é hora desse time ser cobrado, por postura e resultados. É preciso que os jogadores, que parecem que desaprenderam a jogar, busquem voltar a forma, que o técnico crie repertório e saia da mesmice, e que a diretoria busque contratações.


Quanto mais rápido atingir os 45 pontos, melhor, porque essa torcida não merece, de novo, carregar o time com a corda no pescoço, para ser salvo nas últimas rodadas.


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