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O Velho e o Moço

Vitor Bahia
15 de jul. de 2024
2 min de leitura
Foto: @TIPTIBBA
Foto: @TIPTIBBA
“Existem três coisas que não podem ser interrompidas: o sonho das pessoas, o fluxo do tempo e a vontade herdada” – Eiichiro Oda.

Neste domingo, o futebol sorriu. O seu filho preferido e o seu mais novo xodó se sagraram campeões continentais. Lionel Messi e Lamine Yamal, 37 e 17 anos. Messi teve êxito com sua seleção nos minutos finais de sua gigante carreira, Yamal obteve o êxito de forma extremamente precoce. Dois lados do que parece ser uma mesma moeda. A longevidade de um e a precocidade do outro fez ambos chegarem ao topo do mundo por seus países ao mesmo tempo. Ambos fizeram aniversário durante a competição e foram presenteados com a taça. Com 20 anos de diferença, Messi chegou a carregar o bebê Lamine em seus braços. Agora, estarão dividindo lados opostos na Finalíssima.


Não entenda mal, com certeza a Colômbia e a Inglaterra tinham histórias muito belas para serem contadas, mas o futebol costuma dar prioridade aos seus protagonistas. Por falar em protagonismo, o argentino ontem, pela primeira vez, não foi o protagonista da sua equipe. A campanha da Argentina na Copa América 2024 não o teve como peça central - ele foi apenas mais uma importante ferramenta. Aos prantos, Messi deixou o campo machucado na final e assistiu seus companheiros trazerem a taça para casa. As lágrimas derramadas teriam sido do adeus ao seu melhor companheiro, Di Maria? De ver que não há como vencer o implacável fluxo do tempo? Ou talvez do capítulo final dessa vitoriosa carreira com a Albiceleste, quem sabe? Depois de tudo que ele deu para a seleção, dessa vez foi a seleção que o presenteou. O maior vencedor da história do futebol sorri.


O Yamal, por sua vez, foi um dos grandes nomes da Seleção da Espanha. Líder em assistências, melhor jovem da competição, jogador mais jovem a conquistar o título, o maior assistente de uma única edição de Euro na história. Em praticamente todos os jogos que começou como titular, participou de gol sendo decisivo. O passe para Nico Williams decidir a final foi o sacramento de uma belíssima dupla que está por vir. Sua ginga e leveza lembram as poesias decantadas por seu ídolo brasileiro. Tudo sobre Yamal remete a um grandioso futuro. Se já alcançou o topo da Europa tão cedo, o que virá em seguida?


Um passado ainda presente, um presente para o futuro, Lionel e Lamine. Talvez não seja a melhor escolha personificar conquistas coletivas, mas todos sabem que, apesar dos desempenhos expressivos de De Paul, Nico, Lautaro, Fabián, Dibu e Olmo, ambas as conquistas tiveram um rosto, e a origem em La Masia. O sonho os fez chegar até lá, mesmo com a idade de ambos parecer, em primeiro momento, um obstáculo. O presente está passando e o futuro pede passagem. A vontade do argentino foi herdada pelo espanhol, e o Barcelona e o futebol agradecem.



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