O Conselho de Classe da liga inglesa

Atualizado: 16 de set.

A posição de liga nacional mais assistida no mundo não é por acaso: por anos o campeonato inglês investiu pesado na promoção e estruturação da sua competição, e hoje colhe os frutos desse projeto de longo prazo. Equipes inglesas estiveram presentes em cinco das últimas nove decisões da Liga dos Campeões, e esse fator eleva ainda mais o nível da disputa local e a expectativa gerada sobre a mesma.
A atual temporada de 2026/27 da Premier League apresenta alguns grandes desafios, mas com isso também vem a possibilidade de algumas equipes e atletas mostrarem seu potencial numa das disputas de maior magnitude do esporte.
Arsenal
Finalista da última edição da Champions e atual campeão da Premier, os Gunners entregaram uma consistência impressionante, especialmente no sistema defensivo, contudo há um clima de incerteza no que se trata da perpetuação do time. Foram 3 temporadas seguidas empacados na segunda posição do campeonato até conseguirem de fato o título, mas ainda não conseguiram estabelecer uma nova dinastia, como feito por sua maior pedra no sapato: o Manchester City.
Manchester City
O clube com um dos maiores projetos do futebol no século se firmou como um dos mais notáveis desafios de qualquer adversário no recorte de uma década. No entanto, seus tropeços em competições internacionais e a perda da coroa nacional abalaram a imagem absoluta que a equipe de Manchester construiu. Concatenando com a saída do mentor Pepe Guardiola, o City, hoje comandado por Enzo Maresca, tem a árdua tarefa de voltar a ganhar o título inglês e mostrar que seu elenco vale, de fato, o que custa.
Tottenham Hotspur
A equipe, oriunda do distrito de mesmo nome da capital londrina, passa por um dos maiores borrões de sua história: duas temporadas em sequência lutando escapando por pouco do rebaixamento para a EFL Championship. E apesar de que o início desta temporada não tem dado muitas fagulhas de esperança ao torcedor, é difícil não acreditar em qualquer grau de melhora quando o elenco é composto por tantos bons jogadores.
Liverpool
Os últimos anos da equipe têm variado demonstrado uma enorme inconsistência, variando entre um time faminto por ganhar, que esbanja potência ofensiva, e um coletivo aparentemente desmotivado e perdido em campo. Mais uma vez o Liverpool chega com uma grande incógnita, resultado de um elenco com jogadores muito qualificados, mas agrupados num coletivo muitas vezes sem identidade de disposição.
Quanto aos indivíduos presentes na competição, temos em evidência atletas que ainda precisam mostrar ao que vieram, e outros que precisam recuperar o que já mostraram ser capazes.
Bruno Guimarães
Por anos foi um dos melhores meio campistas que a liga tinha para oferecer, contudo a má finalização no pênalti durante as oitavas de final da Copa do Mundo abalou um pouco a imagem que ele construiu com o tempo. No entanto Bruno tenta agora escrever uma nova página na sua história, ingressando no elenco do atual campeão, Arsenal, e apesar de ainda precisar se encontrar na nova equipe, já fez ótimas aparições saindo do banco de reservas.
Cody Gakpo
O gigante neerlandês, conhecido por ser “leão de seleção”, ainda não se firmou por completo no time do Liverpool desde que chegou, e apresenta o maior problema que sua equipe também enfrenta: a irregularidade. Alguns dias craque, em outros operário. Mas a qualidade técnica e valências físicas do ponta esquerda tornam quase impossível a tarefa de desacreditar desse atleta.
Florian Wirtz
O jovem herói do título lendário do Bayer Leverkusen em 2024 já demonstrou ter muito domínio do esporte que pratica, mas desde sua chegada na terra dos Beatles ainda não justificou o valor de centenas de milhões de libras investidos em sua contratação. O meia conhecido por sua objetividade e por seus recursos de encontrar espaços em campo oscila entre o apagamento e o brilhantismo, no entanto ainda é novo e está em um clube com toda estrutura do mundo para se desenvolver.
Cole Palmer
No tópico de oscilação de performance, um dos atletas que mais aparece é o versátil Cole Palmer, que até hoje não conseguiu se manter efetivo ao longo de uma temporada inteira, demonstrando não só uma possível necessidade de melhora no aspecto físico, mas também em sua confiança em campo. Apesar de toda partida ser um grande mistério aos olhos de quem acompanha o jovem inglês, uma coisa é certa: se os Blues precisarem de algum jogador de jogo grande, podem contar com o gelado Palmer.
Rayan Cherki
O camisa 10 da equipe do Manchester City chamou a atenção do mundo inteiro por um arsenal técnico comparável aos grandes meias clássicos, mas apesar de já ter sido vice-líder em assistências na temporada passada, ainda não se estabeleceu por completo na equipe titular, e especialmente ainda não mostrou seu serviço pela seleção francesa. Quando Cherki está bem, ele é um dos melhores do mundo na posição, mas ainda demonstra a necessidade de adaptabilidade a outros estilos de jogo mais rápidos de menos tempo de posse individual.




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