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Maturidade em prova: Quem dormirá com a glória em Munique?

Sandro Alex Farias
30 de mai. de 2025
3 min de leitura

Atualizado: 13 de mar.


Foto: Reprodução/Redes Sociais


Os jogadores de futebol costumam falar sobre sonhos. Quando se transferem para clubes grandes, quando se tornam ídolos ou quando jogam grandes partidas. A final da Champions é com certeza um objetivo para quase todos os jogadores. Neste sábado, a Allianz Arena em Munique é o palco da materialização dos sonhos, não só dos jogadores, mas também das torcidas de Inter de Milão e Paris Saint Germain. Para a Inter de Milão, é a chance do quarto título da Uefa Champions League e a coroação do trabalho de Simone Inzaghi, que desde 2021 treina os Nerazzurri e acumula diversos títulos nacionais. Na temporada 22/23 os italianos esbarraram na grande atuação de Ederson e ficam com o vice-campeonato, ainda com muitos remanescentes da última final, os comandados de Simone miram escrever o nome de vez na história.


O Paris Saint Germain é um clube muito mais novo do que costumam ser os finalistas de champions league, criado em 1970, o clube de paris é certamente um dos maiores da França e pode ser a segunda equipe francesa a levar o título, se juntando ao Olympique de Marselha na temporada 92/93.


A Champions League virou a grande obsessão do PSG, principalmente depois da compra do clube, pelo fundo QSI do Catar, em 2011. Ibrahimovic, Mbappé, Neymar e Messi, foram estrelas que ajudaram o clube de Paris a virar um time competitivo e habituado nas fases agudas da competição, mas o título, que esteve próximo na final contra o Bayern de Munique em 2020, ainda não veio.


TEMPORADAS


A Inter de Milão se enquadra num jargão futebolístico muito famoso: pouca mídia, muita bola. Dificilmente colocada como favorita no início da temporada, a Inter repetiu o desempenho de temporadas anteriores e foi competitiva. O título da liga ficou por 1 ponto, numa disputa dura contra uma Napoli que tinha muito menos calendário. Na Coppa Itália, a Inter foi vítima da loucura que são os dérbis de Milão, e foi eliminada para um instável Milan. Os grandes momentos da temporada estavam guardados para as noites europeias. Arsenal, Bayern, Barcelona e Manchester City, todos com status de favoritos, enfrentaram a Inter de Inzaghi e não conseguiram triunfar. Muito conhecido pelo sistema defensivo, os nerazzurri se mantiveram organizados, mas surpreenderam ofensivamente, principalmente pela participação dos alas, geralmente Dimarco e Dumfries. E nos momentos decisivos, o ídolo Lautaro Martinez, mesmo longe da forma física ideal, mostrou porque é um dos maiores artilheiros da história desse grande clube italiano.


O Paris Saint Germain começou essa temporada abaixo do céu parisiense sem uma grande estrela para chamar de sua. Com a saída de Mbappé, os comandados de Luiz Henrique iam precisar se acostumar com um jogo mais coletivo... e foi ótimo. Na liga francesa, goleadas a perder de vista e o título garantido com tranquilidade. E no “mata-mata” da Copa da França? Time misto nas maiorias dos jogos para mostrar a força do elenco, mais um título para o time que a internet brasileira apelidou de PSG das ruas, em referência aos estilos “hip hop “dos seus jovens jogadores.


Na fase aguda da Champions o PSG relembrou a guerra dos cem anos e triunfou sobre os ingleses. Liverpool, Aston Villa e Arsenal, ninguém foi páreo para o time mais hip hop da Europa. O coletivo forte permitiu que individualidades florescessem, Barcola, Dou, Dembelé e Kvaratskhelia. Todos tiveram grandes gols e jogadas na trajetória até a final, apoiados por um meio campo coeso e pelo brilho individual do goleiro Donarruma, em sua melhor temporada.


A FINAL


Dizer que as duas equipes que vão disputar a final em 31 de maio são ambas merecedoras do que vem vivendo é fácil e óbvio. Projetos que se moldaram, que precisaram de expertise e reinvenção. A Inter de Simone exala maturidade, uma equipe que parece inabalável independente do que aconteça. Já o PSG de Luiz Henrique, mesmo que maduro para uma equipe tão jovem, se destaca pela leveza e alegria no jogo, improviso e ousadia de um time pouco burocrático, que carrega o desprendimento que só a juventude pode dar. No começo eu falei que jogar jogos como esse é realizar um sonho, agora nos resta assistir para saber depois do jogo, quem terá pesadelos e quem vai dormir uma gloriosa noite tranquila.

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