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Final da NBA : A Noite Que Virou Dia.

Foto do escritor: João Gabriel Vinhaes
João Gabriel Vinhaes
12 de jun.
3 min de leitura
Foto por: Vincent Carchietta
Foto por: Vincent Carchietta

Na quarta-feira (10) ocorreu a quarta partida da decisão entre os campeões de conferência na NBA, e o jogo deu o que falar. O Madison Square Garden quase vai abaixo com a virada do New York Knicks, e o público foi um evento à parte, mas o show mesmo foi dentro de quadra.


  Já com uma vantagem de 2-1 na série, o time da casa chegava tendo vencido os dois primeiros jogos no Texas, e apesar de terem perdido sua primeira partida no Madison Square, vinham como favoritos para a disputa. No entanto, o choque térmico foi rápido, pois o San Antonio Spurs teve um começo avassalador no primeiro quarto, abrindo vantagem de 41 x 22 logo na primeira parcial. Com 10 tentativas de arremessos de 3 pontos, ficava clara a estratégia dos Spurs, levando em conta a grande dificuldade que a equipe tem de fazer jogadas ofensivas de infiltração do garrafão. Os Knicks em alguns momentos até conseguiam fazer boas marcações, mas não conseguiam converter muitas chances ofensivamente. 

  

  No segundo quarto, o time de San Antonio manteve sua vantagem e permaneceu em sua filosofia: foram 16 arremessos da linha dos três pontos, mas convertendo menos cestas. Enquanto isso, o time local fazia o que podia para diminuir a vantagem adversária, mas o ginásio pouco comemorava os pontos da equipe devido ao destino quase inevitável da partida.


  Contudo, na segunda metade, quando voltaram do intervalo, os esperados acertos e erros das equipes vieram à tona. Um Spurs que, apesar da qualidade inegável de alguns jovens atletas, tem pouca variação ofensiva e raramente consegue performar sem que a estrela francesa, Victor Wembanyama, tome as rédeas, e um Knicks que possui jogadores em sua melhor qualidade física e mental, e não abre mão de disputar em qualquer momento que seja. A equipe visitante seguia nas suas tentativas de longa distância, mas dessa vez convertendo apenas 2 dos 12 arremessos da linha de três pontos, devido à pressão de manter a vantagem. O time de Nova York não jogou muito melhor do que já havia jogado, mas a equipe do Texas jogou bem pior e fez somente 14 pontos em toda parcial.


  Vindo para a última parcial, a equipe da casa já havia ascendido a fagulha da torcida, que cumpriu papel fundamental em pressionar os adversários em toda posse e arremesso de lance livre, enquanto exaltava ponto a ponto do seu time. Com perdas rápidas de posse de bola da equipe texana, o Knicks aproveitava melhor suas jogadas ofensivas e jogava com um ginásio inteiro ao seu favor. O relógio parecia passar mais devagar para os Spurs, que pareciam já ter entregue ao destino a chance de empatar a série pois pareciam irresponsivos aos ataques nova-iorquinos e completamente letárgicos em suas jogadas ofensivas.

  

  Na reta final, De’Aaron Fox consegue construir um contra-ataque e acaba tomando uma decisão precipitada, que resulta na perda da chance de ampliar um placar que já estava pouco elástico. Já do outro lado da quadra, os Knicks convertiam chances que pareciam impossíveis e firmavam ali sua superioridade, escrevendo seu nome na história com a maior virada já registrada em uma partida de final.


  Um grande jogo de Karl-Anthony Towns e do craque Jalen Brunson, mas num ginásio ocupado por cantoras e atores gigantescos, a estrela que mais brilhou foi a de OG Anunoby, que com 33 pontos foi escolhido como o MVP do quarto confronto da decisão da NBA.


  A um passo do título inalcançado por cinco décadas, o Knicks vai mais confiante em seu jogo para o confronto em San Antonio no dia 13, e tem tudo para cravar seu triunfo. No entanto, nenhuma superioridade está garantida quando Victor Wembanyama está do outro lado da quadra, um jogador que até quando performa abaixo do esperado, tem a capacidade de destruir uma partida e quebrar favoritismos com as próprias mãos.


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