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Bahia e Vitória na Copa do Brasil: dois estados de espírito

Foto do escritor: Melissa Moraes
Melissa Moraes
17 de mai.
2 min de leitura

Esquadrão passa novo vexame e perde para o Remo na Copa do Brasil; Vitória, por sua vez, despacha o Flamengo


Foto: Letícia Martins (EC Bahia); Victor Ferreira (EC Vitória)
Foto: Letícia Martins (EC Bahia); Victor Ferreira (EC Vitória)

Até hoje, o Vitória é o único time baiano a passar das quartas de final na Copa do Brasil – e, para além disso, a ser finalista da competição. A piada foi renovada por mais um ano. E do jeito mais “Copa do Brasil” possível: com os “favoritos” se dando mal.


O Bahia caiu para o Remo e consolidou o adversário como seu pior pesadelo no ano. Se não fosse o bastante ter sido goleado no Brasileirão estando invicto, ainda perdeu o jogo de ida da Copa em casa e, em Belém, teve três gols anulados e sofreu nova derrota. Já o Vitória encarou o Flamengo – único time a bater o Leão em território baiano na temporada – e perdeu no Maracanã, jogando mais e sendo claramente prejudicado pela arbitragem. No Manoel Barradas, fez o gol logo no início e, com uma aula de marcação, garantiu o resultado favorável (e ainda conseguiu outro gol no segundo tempo).


A ousadia que faltou ao tricolor, sobrou e muito no Leão. Erick, destaque rubro-negro, fez dois golaços, um em cada jogo, demonstrando o poder de decisão que os atacantes – e demais jogadores – do rival claramente não têm. Em tempo, “corrijo” a frase anterior: Luciano Juba, lateral-esquerdo pré-convocado pela Seleção Brasileira, foi escalado recuado, junto à linha de zaga, enquanto seu reserva, Iago Borduchi, atuou na meia esquerda. De lateral, Juba marcou oito gols em 2026, sendo cinco com bola rolando. E o técnico Rogério Ceni justificou sua escolha dizendo que a maioria dos seus gols se originaram de bolas paradas. E estou falando de um comandante com títulos nacionais no currículo.


Enquanto isso, Jair Ventura, treinador do bravo Vitória, explora o potencial de jogadores – como Renê, centroavante que fez a torcida do Leão mal sentir falta de Renato Kayzer – e consegue montar um time competitivo capaz de superar o multicampeão Flamengo, tudo isso com um elenco barato.


Para além da rivalidade, o Vitória, mesmo tendo perdido o campeonato estadual e com sua história recente em torneios continentais se resumindo ao fiasco na Sulamericana do ano passado, continua enchendo o seu torcedor de orgulho e, coberto de razão, tirando onda do rico rival. Este, se “persistirem os sintomas”, seguirá acumulando fracassos na atual temporada, com apenas uma competição em disputa.


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