top of page

Bahia e o Medo de Ser Feliz

Foto do escritor: Lucas Santos
Lucas Santos
17 de abr.
2 min de leitura
Foto: Rafael Rodrigues/EC Bahia
Foto: Rafael Rodrigues/EC Bahia

Em 2023, o rapper carioca LEALL lançou seu aclamado disco “Eu Ainda Tenho Coração”, em reflete sobre a própria ascensão na carreira, algo visto na faixa “Medo de Quase Nada”, que virou um hino de triunfo para os fãs do artista. No mesmo ano, o Bahia começou seu novo projeto, depois de ser comprado pelo Grupo City. Quatro temporadas se passaram, muito investimento já foi feito e o Tricolor segue em uma constante: medo de ser feliz.


Neste ano, houveram avanços. Isso é inegável. O autor desse texto não se recorda de um Campeonato Brasileiro em que o Esquadrão venceu 4 dos seus primeiros 5 jogos, algo que dá avanços ao clube. A equipe abriu mão da plasticidade de seu jogo para ser mais física e competitiva. 


No entanto, apesar do bom momento, os momentos chave seguem sendo um problema para o Baêa. Neste ano, jogos que poderiam dar um salto na temporada tricolor foram desperdiçados. Os maiores deles, contra o O’Higgins-CHI, custaram não só a vaga na terceira fase da Pré-Libertadores, mas todo o calendário internacional da equipe em 2026. Depois do fracasso, outras duas frustrações contaminaram o ano do Esquadrão. Contra o Remo, o Bahia foi goleado por 4 a 1, em um momento que, com a combinação de resultados da 8ª rodada, o Tricolor assumiria a segunda posição na tabela de forma isolada. Duas rodadas depois, na Arena Fonte Nova, o Esquadrão perdeu para o Palmeiras por 2 a 1, quando o Bahia, novamente, poderia assumir a vice-colocação, ficando a dois pontos de distância do Verdão.


Em todas as partidas citadas, a equipe tricolor, longe dos números, apresentou uma visível “tremida na base”. Pela competição continental, o Bahia chegou a ter a vantagem no placar agregado, mas ruiu graças a um erro de tomada de decisão, que gerou o gol da equipe chilena. Nos pênaltis, nem o experiente capitão Everton Ribeiro se salvou, já que perdeu a sua cobrança e fechou o caixão do sonho sul-americano. Já no Brasileiro, o Bahia novamente cedeu a vantagem no placar, desta vez para o Remo, ao diminuir demais o ritmo depois da séria lesão do goleiro Ronaldo. Contra o Palmeiras, o Bahia fez uma partida competitiva, com bastante alternância de superioridade entre as duas equipes, mas o “detalhe”, sempre atrelado aos acostumados a disputar grandes e decisivos duelos, pesou contra o Baêa em um simples lance de escanteio.


Vender o clube para o Grupo City foi uma ação cheia de expectativas. Depois de anos sofridos, rebaixamentos e tantos problemas, era a chance de ser plenamente feliz com uma das grandes paixões que acompanha o torcedor azul, vermelho e branco. De 2024 - quando o time passou a de fato ser competitivo - até agora, muitos foram os momentos em que o Bahia poderia ir além e mostrar a que veio no futebol brasileiro, mas em todos a equipe ruiu. Não que seja algo exclusivo de atletas, comissão técnica ou diretoria, mas sim um conjunto do trabalho dos três. A impressão passada é de medo, já que a capacidade do projeto já é visível em diversos momentos com menos peso. É o medo de ser feliz.


Comentários


LOGO LJEU_letrasbranca.png

Contato

 

Rua Barão de Jeremoabo, s/n - Ondina, Salvador/BA - Brasil

CEP: 40170-115

​

Email: ljeu@ufba.br / ljeuufba@gmail.com.br

© Copyright 2025. Por Liga de Jornalismo Esportivo da UFBA (LJEU) e desenvolvido por WIX

bottom of page