16 anos depois, o Vitória volta a ser campeão do Nordeste!


Campeão em 1976 do Torneio José Américo de Almeida Filho e em quatro edições da configuração moderna da Copa do Nordeste, o Vitória vinha há 16 anos em um jejum no campeonato, após ter vencido pela última vez em 2010, contra o ABC. Foram anos de eliminações (e em algumas edições, sem classificação para a CNE) que traziam um gosto amargo para o clube na competição, mas que, desde o início da temporada de 2026, já parecia ser temporário.
Sendo o único clube de primeira divisão a jogar a Lampions de 2026, o Vitória já entrou como grande favorito. Apesar da derrota contra o Botafogo-PB em casa na estreia, o Colossal apresentou uma campanha consistente em toda a competição: foi líder na fase de grupos, eliminou o Ceará em jogo único nas quartas de final, goleou o ABC em casa e também venceu no jogo de volta nas semifinais. E, no que parecia ser a etapa mais difícil, o Leão não se acovardou.
Nas finais contra o Fortaleza, devido às classificações na fase de grupos, o Vitória teve a vantagem de poder decidir em casa, ao lado da torcida que pulsava na expectativa do título. Ainda na Arena Castelão, no jogo de ida, a partida foi puxada, mas, numa virada com gols de Renato Kayzer e Diego Tarzia, o resultado foi a vitória que aumentou a esperança do torcedor para a decisão no Barradão.

No primeiro sábado de junho (6), a torcida rubro-negra fez o seu papel e lotou cada setor do estádio, desde muito cedo comemorando o título que estava cada vez mais perto. Antes da partida se iniciar, o espírito da loucura muito feliz que habita o Barradão já estava presente. Com direito a mosaico, homenagem ao cria da base e ilustre goleiro Lucas Arcanjo, retomada de um canto da torcida que há muito tempo não se via e muita gritaria saudável, tudo parecia estar perfeito.
No entanto, o Fortaleza veio para brigar pelo título, enquanto o Vitória parecia estar confortável com um empate, se debruçando na vantagem do placar agregado. Assim, ainda no primeiro tempo, enquanto o Leão da Barra jogava de maneira recuada, a equipe visitante teve duas oportunidades de marcar. Por sorte, a primeira estava impedida, mas foi na segunda, quando o Fortaleza pôde realmente comemorar o gol, em que o Vitória titubeou por um momento.
Lá pelo final do primeiro tempo, o time conseguiu assumir uma postura mais ofensiva, porém não demorou até o intervalo chegar. Com certeza houveram ajustes imprescindíveis no vestiário antes que o Leão retornasse ao campo, visíveis na maneira como a equipe se portou durante os 45 minutos finais. Em uma cobrança de escanteio ensaiada, Erick — nome de destaque na temporada, diga-se de passagem — atraiu a atenção do marcador do time adversário ao chamar Jamerson para perto, deixando o argentino Emmanuel Martinez livre para marcar o golaço que novamente colocou o Vitória a frente no placar.

O volante que já estava sendo o melhor jogador em campo, atuando com maestria em todos os setores possíveis, pôde celebrar o seu segundo gol com a camisa rubro-negra, mas claramente ainda não estava satisfeito, para a felicidade do torcedor. Aos 83’, veio a substituição de centroavantes, com Renato Kayzer finalmente entrando em campo e, no último minuto do tempo regular, a lei do ex se aplicou mais uma vez, através de um chutão de Martinez para o camisa 79, que estava em posição legal por estar atrás da linha do meio de campo, e disparou em direção ao gol, ampliando o placar e garantindo a vitória do Vitória.
Nesse momento, após mais de uma década sem esse título, o Vitória finalmente voltou a ser campeão do Nordeste. Teve torcedor sorrindo, torcedor chorando de emoção, uma chuva surreal, e, enfim, tivemos esse elenco que joga com tanta raça levantando e ostentando a taça do Nordestão com tanto orgulho. Sem dúvidas, o título marca a grande temporada que a equipe vem fazendo e, com a pausa para a Copa do Mundo, espera-se que o Vitória volte para o segundo semestre ainda mais forte.





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